26% das empresas no Distrito Industrial não são indústrias
(Juiz de Fora, 12 de julho de 2010) - Dos 65 estabelecimentos do Distrito Industrial (DI) de Benfica, 26% não são atividades industriais, aponta balanço da Prefeitura de Juiz de Fora, que, por meio da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, mapeou o DI a fim de levantar as áreas disponíveis para oferecer às novas empresas que estão se instalando em Juiz de Fora. O local tem 30% de sua área total, ou 640 mil metros quadrados, subaproveitados ou aproveitados de forma que não contemplam a instalação de indústrias, função primordial do espaço.
O DI soma 48 indústrias (dos setores metalúrgico, moveleiro, fármacos, alimentos, papelão, colchões, embalagens), mas também estão instaladas 12 empresas de prestação de serviços (transporte e logística, manutenção ferroviária, distribuidora de alimentos, concessionária de caminhões, tratamento de resíduos e oficina mecânica) e outras cinco de atividades diversas, como Polícia Militar, Associação do Distrito Industrial, Gasmig, restaurante e até grupo religioso. Já a segunda fase do DI, com aproximadamente 1,5 milhão de metros quadrados, está hoje totalmente ocupado pela unidade industrial da Mercedes-Benz e seus fornecedores, pelo Sesi, Corpo de Bombeiros e Cesama.
Diante desta realidade, a Prefeitura enviou duas mensagens à Câmara Municipal em caráter de urgência, que dispõem sobre a criação de área especial de interesse econômico do Distrito Industrial de Benfica e também a do local onde será implantado o Parque Tecnológico de Juiz de Fora e região.
Base produtiva Conforme o texto da Mensagem nº 3823, o objetivo é evitar a subutilização dos terrenos do Distrito Industrial, fortalecendo a base produtiva local. O nível de ocupação atual, de 70%, é considerado baixo “quando considerada a existência de uma demanda aquecida por áreas industriais”, estimulada pelo decreto estadual que dá à região a possibilidade de praticar condições tributárias e fiscais idênticas às dos municípios fluminenses beneficiados pela “Lei Rosinha”, segundo o de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, André Zuchi.
Ainda conforme o secretário, ao todo são 27 lotes vagos no espaço, todos eles beneficiados com pavimentação, transporte público, energia elétrica, saneamento básico, rede de telecomunicações e gás natural. Zuchi informa que a mensagem, quando promulgada, não irá valer sobre os empreendimentos já instalados Distrito. “Há no local áreas como igrejas, entre outros estabelecimentos. No passado, quando Juiz de Fora enfrentava uma crise, com carência de novas empresas, isso ocorria. Agora, queremos que o Distrito Industrial cumpra sua função e vamos fiscalizar.”
Antes mesmo do envio das mensagem à Câmara, a Prefeitura havia decretado a desapropriação de quatro áreas somando cerca de 150 mil metros quadrados no total, para a implantação das empresas Codeme, Samag e ICEC. A Codemig, que licitou o espaço, foi procurada, mas não retornou.
Já a Mensagem nº 3822, que trata da criação de área de especial interesse para o Parque Tecnológico, tem como objetivo criar espaço para receber investimentos de empresas que apresentam processos produtivos intensivos em tecnologia e capital humano. As regras para as edificações são similares às da mensagem do DI. As matérias estão na comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara.
Fonte: Jornal Tribuna de Minas
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