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11Out

Veja a repercussão da decisão do Copom de baixar os juros para 7,25%


por: www.g1.globo.com

O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (10) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, para 7,25% ao ano, diminuindo a intensidade dos cortes. Após o décimo corte seguido nos juros, alguns especialistas e representantes de entidades da sociedade civil apontam que é momento de parar os cortes, com receio de que a inflação seja pressionada.

O BC é visto como pouco prudente por analistas que indicam estar ahavendo recuperação na economia e alta generalizada da inflação. Por outro lado, algumas entidades acham que há espaço para que a política de cortes continue.

Fernando Fix, economista-chefe da Votorantim Asset
"A intenção do BC é manter essa taxa (de 7,25%) por um longo tempo, isso está explícito no comunicado divulgado após a reunião, para garantir que a inflação alcance a meta. Avaliamos que há incertezas sobre como a economia vai reagir aos estímulos econômicos - os juros e os pacotes implementados pelo governo - e por isso é importante o BC esperar para ver como essa taxa bastante baixa para nossos padrões vai influenciar a economia."

Antônio Madeira, economista da LCA
"A nota do BC não justifica porque a queda, justifica porque os juros deveriam ficar estáveis. Ou seja, dá um sinal forte de que os juros devem ficar no mesmo nível daqui para frente. Na minha opinião deveria ter parado em 7,5%, já que a atividade econômica começa a dar sinais de melhora e os riscos de atividade muito fraca ou de pressão inflacionária muito forte estão se dissipando. Está tudo equilibrado, não precisava fazer nada, mas eles acharam que ainda havia espaço para cortes..."

Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV
"Acho que a taxa deveria ficar em 7,50%, já que a inflação continua firme e forte nos alimentos e muito resistente nos serviços. A maioria dos membros do Copom avaliou que não, que o risco de crescimento pesou mais na balança. Mas daqui pra frente, com essa decisão, ficou mais claro que a taxa vai ficar no mesmo nível. Alguns membros do comitê avaliam que é tolerável uma inflação um pouco mais, alta, mas se começar a escapar, aí tem de ser feito algum ajuste."

Celso Grisi , professor e diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal
"Acho que foi errado baixar essa taxa de juros, acho que obedece à determinação do BC de tornar os juros dos bancos mais baixos e serviu como um recado. Acho errado porque está em curso o processo de retomada do crescimento e a inflação de setembro subiu de forma generalizada. Isso significa que já se iniciou um processo de demanda elevada no Brasil, e a inflação no país é de demanda. Estamos diante de um recrudescimento inflacionário e a atitude do BC foi pouco prudente, precipitada."

Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)
"A FecomercioSP destaca que o novo corte significa uma economia de até R$ 5 bilhões para o governo, contudo, pondera que a Selic pode estar próxima do limite, já que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está girando próximo de 5,5% ao ano. Mais importante do que continuar com a queda da Selic, no momento, são as ações que o governo tem tomado para pressionar a retração dos juros ao consumidor final."

Orlando Diniz, presidente da Fecomércio-RJ
"A recuperação da atividade doméstica ainda incipiente e a persistência de um cenário internacional de elevada incerteza permitiram ao Banco Central uma nova redução da Selic, apesar da deterioração do horizonte inflacionário. Diante da expectativa de encerramento do atual processo de flexibilização monetária e da retomada do crescimento econômico do país, torna-se fundamental direcionar esforços para a dissolução de amarras ao desenvolvimento brasileiro, por uma ótica verdadeiramente de longo prazo".

Roque Pellizzaro Jr., presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)
"O governo mantém sólidos os pilares que vêm sustentando todo nosso modelo econômico atual, que é baseado nos níveis de emprego. [...] Reafirmo o discurso de que essa política também deve vir acompanhada de medidas de desoneração tributária e de expansão do crédito".

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
"Não é hora de mudar os sinais da política econômica, sob pena de abortar o processo de retomada e, em 2013, o país crescer menos que o mundo e que a América Latina, como ocorreu em 2011 e ocorre novamente em 2012."

Confederação Nacional da Indústria (CNI)
"A CNI não vê, na nova redução da Selic, de 0,25 ponto percentual, riscos para a trajetória da inflação, uma vez que o limite superior da meta, de 6,5%, já está garantido não apenas para este ano como em um horizonte mais longo. Por outro lado, os sinais de recuperação da economia ainda não são robustos o suficiente e as ações tomadas até o momento para reaquecer a atividade industrial ainda precisam ser reforçadas."

Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical
"O governo precisa agir com mais rapidez e reduzir os juros ainda mais para facilitar o crescimento da economia e reduzir a dívida pública, estimular a produção industrial que se encontra estagnada, aumentar o consumo e gerar empregos de qualidade."

Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT
"Essa tendência de cortes precisa contagiar os juros praticados pelos bancos, cujas reduções alardeadas têm sido insuficientes para expandir e baratear o crédito para pessoas físicas e jurídicas."


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