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21Set

Saldo de 5.029 vagas em JF


por: Jornal Tribuna de Minas

De janeiro a agosto deste ano, Juiz de Fora contabiliza saldo de 5.029 vagas formais de trabalho (com carteira assinada), o melhor resultado para o período desde o início da série histórica, em 2003. O número é 71% maior que o registrado no mesmo período do ano passado (2.936). Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, também apontam que, em agosto, a cidade contabilizou 1.165 novos postos de trabalho, diferença entre 7.156 admissões e 5.991 demissões. É o segundo melhor resultado para o mês da série histórica (ver quadro).

Apesar do volume de oportunidades, as dez maiores funções que mais contrataram no mês têm salário médio de admissão abaixo de dois mínimos: variam entre R$ 533 e R$ 747. O segmento de serviços segue como o maior empregador, com resultado positivo de 926 vagas foi alavancado pelas empresas de call center. Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram que o maior saldo entre contratações e demissões do mês de agosto foi na função de operador de telemarketing (726), com salário médio de admissão de R$ 623,19. Na Cercred, empresa de recuperação de crédito, 80 contratações foram feitas no último mês. O cargo de recuperador de crédito foi o que gerou maior número de admissões. "Foi um dos melhores meses deste ano, mas ainda temos vagas em aberto para esta função. Não exigimos experiência do candidato, mas é um diferencial na hora da seleção", explica a assistente de Recursos Humanos da empresa, Liamara Alves.

Dados do Sistema Nacional de Emprego (Sine) mostram que a dispensa de experiência na hora de contratar tem sido uma realidade nas empresas locais. Quase metade das vagas de emprego oferecidas dispensa o candidato de experiência anterior. Para o diretor da faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Lourival Batista de Oliveira Júnior, o fato tende a se tornar recorrente diante da dificuldade de se encontrar mão de obra no município. "Com a redução da taxa de desemprego, as empresas precisam diminuir a exigência e melhorar as oportunidades para garantir a contratação de colaboradores."

No ramo da construção civil, o saldo ficou positivo em 134 oportunidades. De acordo com a Rais, a função de servente de obras foi a segunda com maior saldo - 86 vagas. O salário médio de admissão é de R$ 714,79. Para o presidente do Sindicato do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscom), Leomar Delgado, o setor vive período de aquecimento que não necessariamente representa lançamento de novos projetos.

"Temos obras espalhadas pela cidade inteira. São desde grandes projetos, como os da UFJF e da Prefeitura, até construção de casas nos bairros. Tivemos muitos lançamentos de prédios e condomínios em 2010 que ainda estão em construção", explica. Segundo ele, a construção civil requer funcionários com experiência, principalmente em funções como a de pedreiro e mestre de obras, porém também há espaço para trabalhadores iniciantes, como é o caso da função de ajudante de obras.


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