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01Jul

Quase metade das empresas não aproveita a internet para negócios


por: Tribuna de Minas

Embora mais da metade (60%) das micros e pequenas empresas de Juiz de Fora e região tenham acesso a banda larga e boa parte utilize a internet para buscar informações, cerca de 48% nunca ou raramente aproveitam a rede para fazer negócios. Entre estes empresários, também não é comum o uso da web para se relacionar com clientes (45%), nem fornecedores (44%). Os dados da pesquisa "presença das MPEs na internet" referem-se à Zona da Mata e foram divulgados, esta semana, pelo Sebrae-MG.
O comportamento "desplugado" prevalente entre micros e pequenos empresários da região contrasta com a expansão e a abrangência da audiência digital verificada no restante do país. Conforme dados do comScore - líder mundial em análise digital -, o Brasil é a sétima maior audiência da internet no mundo, reunindo 45,8 milhões de usuários. Os brasileiros passam, em média, 27 horas on-line por mês, sendo 33% do tempo, o equivalente a nove horas, em sites de mídia social. Em dois anos, entre 2010 e 2012, o tempo total gasto com redes sociais cresceu 167%, conforme dados apurados em dezembro do ano passado.

Segundo o levantamento do Sebrae-MG, entre os que mantêm perfil em redes sociais (19,4% em Minas), a preferência é pelo Facebook, que ganha em disparado (93,3% na região) em relação ao seu concorrente mais próximo, o Orkut. Este foi o caminho escolhido pelo empresário Luiz Fernando Senna Penna, que decidiu começar a usar as redes sociais profissionalmente há cerca de dois meses. Ele é sócio de uma microempresa especializada em produtos naturais e orgânicos, a Conceito Gourmet. Penna mantém uma página no Facebook e decidiu contratar uma empresa especializada em gestão de redes sociais para não apenas incluir a marca, como também monitorá-la na rede. "Acompanhamos diariamente, buscando saber qual a reação do público a cada postagem." Para o empresário, é mais fácil para o consumidor se conectar com empresas que estejam "próximas". "Estar nas redes sociais possibilita esse contato direto, aprendendo o que o mercado anseia e como podemos estar no dia a dia dos nossos clientes." Embora não tenha enfrentado situação de crise, se houver, Penna pretende adotar a transparência perante o consumidor. "Essa postura mostra que as marcas são humanas e, apesar de poderem falhar, estão sempre buscando evoluir."

A Walery mantém um site próprio há muitos anos (hoje apenas 22% o têm na região) e ingressou nas redes sociais há cerca de dois anos. Conforme o supervisor de vendas Carlos Bazaga, a visibilidade no Facebook ainda não provocou grande impacto nas vendas físicas, mas a expectativa é de que isso aconteça. "O caminho é esse." Conforme Bazaga, o perfil é abastecido todos os dias com informações e fotos sobre as novas coleções. Uma preocupação, segundo ele, é não só publicar como também interagir com o público em potencial, "curtindo" os posts relacionados à marca e respondendo às perguntas dos internautas. Embora não tenha enfrentado nenhuma situação de crise, já houve um comentário desfavorável, respondido de forma educada. "Agradecemos a participação, atendemos com a máxima educação e aceitamos a crítica." Segundo o supervisor, semanas depois, o mesmo consumidor que criticou um look elogiou outra peça, mostrando que a postura adotada foi acertada.

Na MRS Logística, a atuação na web é considerada "discreta". A empresa mantém um site institucional, mas não há uma ação estruturada nas mídias sociais. Conforme a assessoria da concessionária, por conta do perfil corporativo dos clientes, as redes são vistas como instrumento a ser direcionado para o público interno, especialmente em ações de segurança. "As redes sociais nunca foram usadas como canal de comunicação intenso, mas entendemos que é uma forma interessante de atingir as pessoas." Embora sejam reconhecidos o valor, a capilaridade e a capacidade de "viralização" das mensagens por este canal, não significa, no entanto, que será estabelecida uma presença da marca nestes perfis, esclarece a assessoria.

 


Falta de tempo e informação afasta empresários da rede

Para a analista do Sebrae-MG Gabriela Godoy, o percentual de 19,4% de aproveitamento das redes sociais para ampliar negócios verificado entre as empresas mineiras é baixo e motivado, principalmente, por falta de tempo e desconhecimento. "É o micro ou pequeno empresário que atende os clientes, relaciona-se com fornecedores, faz controle financeiro, pesquisa o mercado e atua no dia a dia da empresa. Há uma dificuldade de ter tempo para criar ambiente na web. Aqueles que conseguem tempo, por vezes, não têm informação."
Segundo Gabriela, o empresário pode até não estar na rede, mas, provavelmente, já é procurado ou comentado nela. "Ele pode não ter site, blog, nem perfil no Facebook, mas as pessoas que utilizam o serviço podem estar falando sobre ele nas mídias sociais ou o procurando nos sites de busca." Na opinião da analista, é preciso usar o ambiente virtual para potencializar o negócio real. Gabriela adverte que, ao abrir o canal de comunicação, é preciso estar preparado para mantê-lo, cuidando do atendimento aos interlocutores. "Na web, as críticas têm força. Uma resposta mal feita pode criar uma bola de neve e piorar muito a situação do negócio."
O empresário Renan Caixeiro criou a E-Dialog, agência especializada em redes sociais, há três anos, mediante a identificação da necessidade específica de as empresas atuarem no segmento. Apesar da demanda em potencial, apenas 10% dos clientes da empresa no país e no exterior são de Juiz de Fora, sede do negócio. Na sua opinião, a cidade começa a dar os primeiros passos na web. "Os empresários estão olhando, vendo o que é e se vai trazer algum retorno para eles." Apesar de a maioria ainda não desenvolver uma ação profissional no meio, Renan avalia que há "ótimas exceções". "A web não é a principal mídia, mas é importante e muitas empresas estão perdendo oportunidades de dialogar com o seu público." Demanda, segundo ele, existe: o número de perfis de Juiz de Fora cadastrados no Facebook passa de 220 mil.

 


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