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23Jan

Força-tarefa contra a dengue


por: Tribuna de Minas

A Secretaria de Estado da Saúde determinou a criação de uma força tarefa para combater a transmissão da dengue em Juiz de Fora, onde o índice de infestação bateu recorde histórico em janeiro de 2013, chegando a 7,56%, quase oito vezes mais do que o considerado aceitável pelo Ministério da Saúde. Diante do risco imediato de uma epidemia na cidade, o titular da secretaria em Minas, Antônio Jorge Marques, marcou para a próxima sexta-feira uma visita ao município. Na ocasião, deverá ser anunciada a liberação de recursos do Estado para o incremento das ações locais. Hoje os dez bairros com maior registro de infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença, são Manoel Honório, Jóquei Clube, Alto Santo Antônio, Santa Luzia, Linhares, Nova Era, Borborema, Bela Aurora, região do Ceasa e Santa Helena.

Diante da gravidade do caso, uma reunião emergencial foi realizada pelo secretário de Saúde, José Laerte, na Prefeitura, com profissionais da Vigilância Epidemiológica, representantes da Superintendência Regional do Estado e da Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes), um consórcio de municípios que tem como foco a promoção da saúde. O objetivo do encontro foi a discussão de estratégias de mobilização social e a definição de ação nos bairros. A ideia é tentar sensibilizar os vários segmentos na divulgação da prevenção.

Há apenas três meses, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti (Liraa) havia apontado percentual de apenas 1% na cidade. O salto para 7,56%, índice maior que o de 2010, quando 17 pessoas morreram de dengue em Juiz de Fora, levou o secretário de Saúde, José Laerte, a questionar os métodos de coleta dos dados anteriores, segundo ele, em desacordo com o que preconiza o Ministério da Saúde, o que teria impactado o resultado para baixo. Questionado sobre o aumento do Liraa em quase oito vezes em relação ao percentual anterior, o superintendente regional de Saúde, Cláudio Reis, foi enfático: "A hipótese que se trabalha é que os seis ciclos de tratamento não foram executados em Juiz de Fora em 2012."

Administração passada

Nesta terça-feira (22) a ex-secretária de Saúde do município Maria Helena de Castro Leal classificou de inverdades as declarações de José Laerte a respeito do trabalho realizado pela Prefeitura no combate à dengue. "O Liraa é um indicador importante, mas, na verdade, o fator mais importante é evitar mortes e isso nós conseguimos. Se, em 2010, houve um grande surto, com 17 mortes e 9.050 casos confirmados de dengue, em 2011, os casos confirmados caíram para 2.580 e uma morte. Já no ano passado, foram 43 confirmações e nenhuma morte. Isso reflete que o trabalho que fizemos ao longo do tempo, com as batalhas regionais, deram um resultado efetivo, e isso é inquestionável. Eu entendo que, se houve uma redução do Liraa, foi em função do trabalho que estávamos fazendo dentro do programa do Ministério da Saúde. Além disso, sempre houve um acompanhamento da Superintendência Regional de Saúde nessas ações. Em 2012, visitamos 203 bairros e 7.349 imóveis. Com as ações da dengue, ganhamos, inclusive, um prêmio mineiro de boas práticas na gestão municipal. Quando se senta lá, na cadeira, tem que se tomar decisões e fazer o trabalho. Nós fizemos. Ao invés de se discutir esse tipo de coisa, a atual administração precisa fazer, efetivamente, uma campanha para evitar maiores problemas de infestação e morte. Agora está nas mãos deles."

Apesar das alegações a cerca da eficiência das ações no ano passado, a Tribuna teve acesso a diversos ofícios enviados pela Superintendência Regional de Saúde para a Secretaria Municipal de Saúde desde 2011, cobrando maior agilidade do trabalho. No documento de número 59/12, enviado em 1º de março de 2012, a coordenação da Vigilância Epidemiológica estadual questiona o fato de o município ter notificado 62 casos de suspeita de dengue, mas realizado apenas 15 bloqueios de transmissão, tendo sido registrado, ainda, atraso do envio de notificações para os agentes. "Solicitamos que V.Sa avalie o fluxo destes documentos, a fim de possibilitar uma ação mais rápida, evitando a transmissão da dengue", escreveu, no ofício, à coordenadoria de vigilância (ver quadro).


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