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25Abr

Exportação em JF cai 67% no trimestre


por: Tribuna de Minas

Juiz de Fora fechou 2012 exportando 34,84% menos que em 2011 e não dá sinais de que vá se recuperar em 2013. Nos três primeiros meses do ano, a venda de produtos para o exterior apresentou queda de 67,23%, em relação a igual período em 2012. Em valores, o acumulado do ano passado é mais que o triplo do registrado este ano - US$ 42,4 milhões contra US$ 13,9 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. As importações também recuaram, o que resultou numa queda no déficit da balança comercial, que passou de US$ 841 milhões, em 2011, para US$ 773 milhões em 2012 (ver arte). Com isso, a cidade, que fechou 2011 ocupando a 40° posição no ranking estadual de exportação, ocupava o 44° lugar no final de 2012 e o 56º em março deste ano. No ranking nacional de 2012, a cidade era a 290° e, no de março, a 394°.

Entre as empresas que mais exportaram, a Votorantim Metais permaneceu na liderança, enquanto a Becton Dickinson inverteu de posição com a ArcelorMittal e passou a ocupar a segunda colocação.

A analista de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) Regional Zona da Mata, Maria Fernanda Quirino, atribui a baixa nas exportações à indefinição cambial. "Com o dólar desvalorizado, as empresas têm receio em fechar contratos, por temerem perdas. Este momento não é o ideal para as que as empresas exportem." Ela chama atenção para o fato de as exportações nacionais também ficarem aquém do esperado, em consequência da estagnação da economia mundial. "Mas isso não é uma tendência. Esperamos que, no segundo trimestre, o câmbio fique mais definido, e o cenário melhore."

"O resultado negativo de Juiz de Fora também é consequência do preço das commodities, que é cotado nas bolsas internacionais. O aço é um destes produtos e, como as empresas que mais produzem na cidade fazem parte do setor siderúrgico, o cenário atual da economia mundial impede que tenhamos melhores resultados", ressalta o economista e mestre em Sistemas de Gestão e Relações Internacionais, Carlos Henrique Paixão.

Na visão de Paixão, o período de maturação da Mercedes-Benz, após a mudança no modelo fabril, já poderia ter influenciado positivamente nos índices. "Não é comum uma demora como essa, mas é preciso levar em conta que os caminhões da montadora não são produzidos apenas com insumos nacionais. A liderança da Mercedes como a principal importadora está atrelada aos equipamentos e insumos adquiridos para a nova linha de produção."

 

Cultura

Além destes fatores que explicam o mau comportamento da cidade, o economista Antônio Flávio Luca do Nascimento acrescenta a ausência de foco nas exportações. "Juiz de Fora, assim como o Brasil, não possui cultura exportadora. Já estivemos em melhores posições e hoje, inverteu-se o processo." Ele ressalta que os grandes investimentos que foram feitos recentemente em indústrias ainda não apresentaram resultados. "Acredito que o retorno à posições de destaque está ligado à retomada definitiva da Mercedes-Benz, em função da comercialização de seus produtos, que possuem alto valor agregado."

 


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