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JF e região: A retomada do desenvolvimento
Em maio deste ano, o principal jornal de economia do país (Valor Econômico) dedicou amplo espaço para reportagem sobre o que definiu como o “longo período de declínio econômico” de nossa cidade e região. Os dados apresentados na matéria confirmavam o diagnóstico: de 1999 a 2005, o PIB de Juiz de Fora cresceu apenas 3,9%, enquanto o de Minas avançou 22% e o brasileiro 30,9%. Definitivamente, perdemos oportunidades e não aproveitamos o bom momento da economia brasileira. Este quadro agravou-se nos últimos três anos, por conta dos agressivos incentivos fiscais oferecidos pelo estado do Rio de Janeiro, que nos fizeram perder importantes investimentos para cidades próximas – mas do outro lado da fronteira. Certamente, são várias as causas deste retrocesso, de natureza histórica, de infraestrutura, de desarticulação política, de ausência de atitudes firmes e pró-ativas. Aos economistas e historiadores cabe buscar estas respostas. A nós, diante do papel outorgado pela nossa população de coordenar as articulações e esforços públicos e privados em defesa da cidade, nos cabe arregaçar as mangas, sacudir a poeira do marasmo e do derrotismo e ir à luta. A retomada do desenvolvimento de Juiz de Fora e região é prioridade das prioridades do Governo municipal. Esta ideia foi defendida com ênfase durante o processo eleitoral e desdobrou-se numa série de ações empreendidas por nossa equipe, desde janeiro. Os reflexos do nosso declínio econômico têm os mais variados tipos de consequência – todas perversas. Sem crescimento, desaparecem as oportunidades de criação de novos postos de trabalho, a nossa economia não gera a riqueza que sustenta e faz crescer os negócios aqui instalados. E os reflexos sobre as finanças públicas são diretos: enquanto a receita de municípios como Uberlândia, Poços de Caldas, Governador Valadares cresceram em mais de 60%, entre 2001 e 2007, a variação de Juiz de Fora, neste período, ficou abaixo de 30%. E, assim, a Prefeitura vai perdendo a capacidade de investimentos nas obras e serviços exigidos pelo crescimento da cidade. Trabalhamos muito, em 2009, para reverter este quadro. E, felizmente, encerramos o ano comemorando avanços expressivos, que começam a nos reconduzir à recuperação econômica de Juiz de Fora e região. A articulação da Prefeitura e de lideranças empresariais encontrou a sensibilidade do Governador Aécio Neves. Conhecedor de nossos problemas, ele editou decreto corajoso que nos permite enfrentar, em condições de igualdade, as vantagens fiscais oferecidas pelo Rio, resgatando a nossa competitividade. O primeiro resultado concreto desta iniciativa já pode ser anunciado no mesmo dia: a maior empresa brasileira de estruturas em aço – ICEC – definiu que sua nova planta será instalada na cidade. Juiz de Fora vai receber um investimento de R$ 130 milhões, gerando 550 empregos diretos e 1,5 mil indiretos, com reflexos positivos para os mais diferentes setores produtivos da cidade e região. Entramos num novo ciclo, de expectativas positivas, de otimismo e entusiasmo. Outras boas notícias devem chegar em 2010. As perspectivas positivas da nossa economia nos animam ainda mais ao trabalho de estímulo aos empreendedores locais e à atração de novos negócios. O desafio do Parque Tecnológico avança com passos seguros na parceria com a Universidade Federal e o Governo de Minas. Temos muito o que fazer, gargalos a superar. Mas temos, acima de tudo, muita vontade de trabalhar, equipes profissionais e competentes, uma cidade privilegiada, um povo pronto a se reencontrar com seu destino de sucesso e prosperidade. Juiz de Fora não vai mais perder o trem da história e prepara-se para ser a cidade sonhada, por nós, para nossos filhos e netos.
Custódio Mattos - prefeito de Juiz de Fora
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